Guerra não convencional contra a Venezuela- Fonte AEPET- Associação dos Engenheiros da Petrobras.
A
Venezuela é um país neste momento sitiado. No país são aplicados novos
métodos de guerra alternativos concebidos nos laboratórios dos serviços
secretos dos EUA e outros países poderosos. No futuro imediato o
objetivo é tirar o chavismo do poder. Posteriormente, eliminar todas as
formas da participação maciça do povo na política, fazer desaparecer o
chavismo como proposta civilizacional e enterrá-lo como um precedente na
região e referência ética para outros movimentos globais.
Os
diferentes métodos usados para destruir qualquer sinal de estabilidade e
de força do chavismo para a Venezuela passam pelas agressões
financeiras, culturais, económicas, políticas, militares e morais.
Ao
terminar este documento, numa semana sucederam-se duas pequenas marchas
da oposição caracterizadas por uma baixa taxa de participação e também
pela colocação em cena de surtos premeditados de "confronto" perante um
exército de câmaras e telefones em ligação direta com todos os grandes
media mundiais (The New York Times, The Washington Post, Wall Street
Journal, Bloomberg, The Economist, CNN, Fox News, NBC, etc,).
O
última destas marchas, a 18 de maio, terminou com uma tentativa de
linchamento pela técnica do "enxame" (swarming) contra um oficial
feminino da polícia nacional Bolivariana por provocadores profissionais
de guerrilha urbana, estudantes embrutecidos e lumpen.
Na
mesma semana, os media mais poderosos do planeta (e dois da imprensa
espanhola) aumentaram seu assédio. O agrupamento dos media em cartéis
unificou os argumentos contra a Venezuela, o que indica a entrada numa
nova fase do processo de guerra não convencional, tenazes geopolíticas e
procura do colapso interno. Houve 1135 informações agressivas.
Como o
Presidente denunciou, evidencia-se um salto qualitativo em comparação
com o modelo pré-existente de agressão. O único precedente de um assédio
semelhante terá sido na Líbia em 2011 e sabemos como isso acabou.
Ao
mesmo tempo, Alvaro Uribe procura a intervenção militar estrangeira "que
proteja a oposição", José María Aznar fala da urgência de uma "mudança
de regime", Joe Biden, disse que a Venezuela continuou a cometer
"violações graves dos direitos humanos", Federica Mogherini fala de
"restrições das liberdades" e John Kerry, em coordenação total, diz que
Washington "apoia a Carta Democrática da OEA contra a Venezuela". Tudo
isso em menos de 30 dias. A escalada na guerra contra a Venezuela
atingiu sua aceleração máxima.
A
Venezuela é vítima de um cenário que combina todos os elementos das
novas guerras. As modalidades da agressão procuram aumentar a fraqueza e
o caos interno de diferentes maneiras.
1. A guerra económica, as agressões financeiras e a crise induzida.
Nestes
últimos três anos a Venezuela sofreu uma agressão sistemática à sua vida
económica, concertada entre os diferentes agentes e atores dos meios
económicos nacionais e internacionais. Os ataques de maior envergadura
quebraram a dinâmica económica interna, causando uma enorme deterioração
da qualidade de vida da população.
Os
procedimentos usados para interromper a atividade económica na Venezuela
partem de uma concepção nova por múltiplos fatores, usando agentes
poderosos e pequenos comerciantes para formar uma corrente que atua em
várias frentes:
–
Desvio de mercadorias e especulação ; desvio pelos grandes
distribuidores de mercadorias para o comércio ilegal, para mercados de
rua itinerantes ou municipais, restaurantes de luxo, onde os controles
de preço não são realizados e a especulação é superior a 2000%,
utilização de matérias-primas, financiadas pelo Estado venezuelano para
produzir outros bens, provocando a escassez de produtos.
–
Açambarcamento : Manter toneladas de alimentos e outros produtos em
grandes armazéns para venda através de canais ilegais a preços
exorbitantes. O objetivo da guerra econômica contra a Venezuela é que as
pessoas não possam comprar alimentos.
–
Deitar fora e queimar alimentos : 4.000 kg de frango em estado de
decomposição foram deitados fora por uma das mais importantes cadeias de
lojas na Venezuela, os Hipermercados Occidente. Noutras zonas do país, a
mesma coisa se repete: chefes de empresa e distribuidores deixam
apodrecer alimentos.
–
Utilização de máfias em cumplicidade com distribuidores retiram grandes
quantidades de alimentos das lojas para depois os venderem a um preço 5
000 vezes superior nas ruas, alimentando a inflação e impedindo o acesso
da população a esses produtos.
– Fuga
de capitais e redução das importações : o patronato venezuelano
(agrupado em organizações como Fedecamaras e Consecomercio, os dois
principais cartéis económicos no país) tem 30 mil milhões de dólares
depositados em bancos fora da Venezuela. A mesma quantidade de divisas
que entrou no país com a venda de petróleo durante todo o ano de 2015.
Esses capitais que não entram na economia venezuelana paralisam e fazem
estagnar a produção dos sectores de prioritários para o consumo da
população.
A
guerra económica usa vários processos para organizar a escassez de
produtos básicos e aumentar seus preços. A sua finalidade é provocar
constantemente filas de espera e que menos venezuelanos tenham acesso a
alimentos. Procura-se causar a fome e o desespero seja devido a preços
altos ou à escassez. Tudo isto para levar o povo a reduzir o apoio e a
legitimidade do Presidente Nicolás Maduro responsabilizando-o por estes
atos.
2. A guerra no território. Os paramilitares, a guerra ilegal e os bandos criminosos.
Nos
últimos anos a Venezuela viu criarem-se formações privadas e ilegais de
homens armados e treinados com claros fins políticos e militares.
Trata-se de exércitos paramilitares que ganharam impulso com a crise
económica provocada, procurando tornar-se um exército único através de
alianças com grupos criminosos que nasceram na Venezuela a seguir à
deslocalização das organizações ditas de autodefesa colombiana e o
tráfico de droga, cujos dirigentes estiveram juntos na prisão.
Um
esquema muito semelhante foi desenvolvido há alguns anos atrás na Síria e
no Iraque com os "exércitos livres" que lutam contra "o regime" e que
controlam o território como uma autoridade soberana que se alimenta dos
canais estratégicos de circulação de rendimentos e do capital. Na
Venezuela, estes exércitos recebem um apoio semipúblico e encoberto de
financeiros e agentes de Estados estrangeiros que obedecem a uma agenda
que favorece, obviamente, potências estrangeiras e grandes empresas do
petróleo e da energia.
Estes
novos exércitos e estes grupos criminosos usam mecanismos sofisticados
para realizar suas ações no território. Possuem uma logística
tecnológica como drones e aparelhos para interceptar chamadas para os
dispositivos de intervenção. Estabeleceram redes de informação no
território ocupado e fora dele infiltrando o tecido social das
populações mais pobres. E todos têm o mesmo inimigo comum, um objetivo
político partilhado: o Estado venezuelano e as forças de segurança.
Há
algumas semanas, as forças de segurança enfrentaram e neutralizaram com
poucos dias de intervalo, dois chefes de megabandos criminosos que
descreveram o que acabamos de dizer.
Trata-se
de José Antonio Colina Tovar, El Picure, que agia numa posição
geoestratégica no território venezuelano. A poucos quilómetros do centro
exato do país, no estado mais central de todos (Guárico). Este
megabando colocava-se num ponto de passagem para qualquer direção, com
vias de grande importância nas proximidades.
A
internet e os media em papel tinham feito de El Picure um mito
concedendo-lhe, bem como aos seus crimes, um tratamento privilegiado.
Ele usufruía de uma representação privilegiada como um arquétipo do
Robin dos Bosques (amado pelo povo que receberia generosos presentes que
ele expropriava ao mau governo, sem revelarem os seus crimes e
assassinatos). Seus talentos eram sobreavaliados ao ponto torná-lo
intocável. Ele foi levado para a Assembleia Nacional pela atual maioria
parlamentar. E saiu em festa para comemorar a vitória da oposição nas
eleições de 6 de dezembro de 2015.
Três
dias depois da morte de Tovar Colina, foi abatido Jamilton Andrés Suárez
Ulloa, El Topo, perto de El Callao, na região de mineração do Sul do
Estado Bolívar. El Topo, que foi paramilitar na Colômbia na sua
juventude, foi o responsável direto por um massacre perpetrado contra um
grupo de 17 mineiros nesta área. Foi um crime que chocou a nação e que
nos leva a um conjunto muito pesado de questões sobre esta zona.
El Topo
operou um território estratégico no sul da Venezuela conhecido como o
Arco Mineiro, uma região de riquezas muito importantes em minerais
abertamente cobiçado por empresas internacionais. O seu valor
estratégico é tal que tanto pelas suas reservas como pela qualidade dos
recursos minerais, especialistas consideram a possibilidade de fazer um
novo salto tecnológico a partir apenas do que até ao presente está dado
como existente sem ser extraído. Além do ouro, dos chamados "minerais
raros" (tório, nióbio, vanádio, coltan-colombo e tântalo etc) existem
jazidas de diamantes. Como se vê, estes bandos criminosos irradiam a
geopolítica e o interesse declarado ou obscuro pela gestão direta de
recursos muito sensíveis e de interesse global.
Se algo
se torna claro no dossier de Topo e de Picure é a instalação de um
braço armado nas táticas da política neoliberal de terra queimada –
também aplicadas noutros países. "Atrás dos paramilitares deslocando os
camponeses, chegam as transnacionais do óleo de palma", relatou o
comandante paramilitar colombiano Jorge Ivan Laverde aliás El Iguano (o
iguana) numa triste história da guerra colombiana.
A
resposta do Estado a estes novos mecanismos híbridos de exércitos
paramilitares foi a "Operação de libertação e proteção do povo". Os seus
resultados foram agora demonstrados (todos os dias, líderes caem e
bandos são desmantelados). Esta operação foi objeto de uma forte e
custosa campanha de descrédito e criminalização que enche os relatos de
falsidades sobre o falhanço do Estado, quando é precisamente uma
operação que inverte estes fatores de desestabilização. Nos media, ONG
financiadas por organizações estrangeiras e entidades do Departamento de
Estado dos EUA, a soberania da Venezuela é criminalizada.
3 - A guerra mediática, a propaganda e os falsos relatos
Foram
escritas 1315 notas negativas sobre a Venezuela nestes últimos três
meses em Bogotá, Madrid e Miami. Os media pertencentes ao grande
capital, com grande influência global e regional, implantaram uma
campanha feroz para mobilizar a opinião pública mundial em apoio a uma
intervenção internacional na Venezuela. Conglomerados de media
superpoderosos como The New York Times, The Washington Post, The Wall
Street Journal, Bloomberg e The Economist estão na origem dos ataques
sistemáticos contra a Venezuela, e a partir daqui reproduzidos em
uníssono pelos outros meios de comunicação na Europa e América Latina.
"A
Venezuela é a resposta ao que aconteceria se um cartel da droga
economicamente analfabeto assumisse um país" escreveu em 19 de maio
deste ano, Matt O'Brien, responsável para a América Latina do jornal
norte-americano The Washington Post, no seu último artigo. (A Venezuela à
beira de um completo colapso económico). Este jornalista e dezenas de
seus colegas apoiam os seus artigos com índices do FMI e outras
organizações que dependem de grupos de pressão políticos e financeiros
com grande interesse na mudança de regime ou num golpe de estado na
Venezuela, um país que possui as reservas de petróleo mais importantes
do mundo e incontáveis reservas minerais de ouro e de " minerais
raros".
Na
Europa, dois grandes meios de comunicação dirigem a fabricação de
argumentos, relatos falsos, manipulação, meias verdades, desinformação e
calúnias contra a Venezuela: El País (Propriedade da BNP Paribas, Bank
of America e Deutsche Bank) e ABC (Propriedade de bancos BBVA, Santander
e Lazard). O pico mais alto de infofrenia e demência comunicacional
contra a Venezuela foi em 19 de maio, dia em que 74 informações foram
publicadas nos mais importantes media em papel e digitais.
A este
nível, a forma vai para segundo plano e formaliza-se (uma vez mais) o
uso sistemático contra a Venezuela, do "princípio da renovação" de
Goebbels: "é preciso constantemente divulgar novas informações e novos
argumentos a um ritmo tal que, quando o adversário responde o público já
se interessa para outra coisa. As respostas do oponente nunca devem
parar o crescente nível das acusações".
O
objetivo é que a população mude a percepção e o controlo do espírito a
fim de que a responsabilidade pela crise seja deslocada para o governo.
Embora nos últimos meses as notícias tenham sido deslocadas para
audiências externas a fim de legitimar ações internacionais de modo a
martelar no país e no exterior três narrativas: "Crise humanitária",
"Estado que fracassou", "intervenção internacional".
No
interior, os media tradicionais (El Nacional, 2001, Globovisión, etc) e
novos meios de comunicação digitais justificam diariamente as histórias
que vêm do exterior e servem de placa giratória para mobilizar os grupos
radicais e as declarações sensacionalistas dos medíocres líderes dos
partidos da oposição.
A
criminalização do exército e dos organismos de segurança do Estado é uma
tarefa essencial dos media venezuelanos ligados a sectores muito
poderosos do patronato.
O
controlo permanente dos danos que os jornalistas e os meios de
comunicação oferecem aos sectores paramilitares e gangues criminosos
também representa algo de inédito na Venezuela. Eles protegem e
transformam em mito a imagem de chefes criminosos notórios, procurados
na Venezuela pela Interpol. El Picure, no momento em que foi abatido
após anos de trabalho dos serviços de informações do Estado, teve
tratamento preferencial na internet e redes sociais nos meios de
comunicação que fizeram uma triste tentativa para minimizar o progresso
efetivo das forças de segurança do Estado contra as estruturas
criminosas e paramilitares.
Colocando
palavras-chave estratégicas em redes sociais e nas primeiras páginas
dos jornais como "assassinado", evidenciaram a relação de interesse
entre esses meios de comunicação e os bandos. O objetivo – não tão
escondido – é classificar como "assassinos" o corpo de segurança de
Estado e aumentar ainda mais o esquema de violações dos direitos
humanos. Tentando apagar elementos que põem em evidência o estado de
guerra total em que se encontra a Venezuela. El Picure, tem de passar a
qualquer preço por vítima, mesmo que combatesse com armas e granadas.
Fazer
do assassino uma vítima e violar a soberania e a segurança da nação
fecha o círculo das óbvias cumplicidades entre os media venezuelanos, os
novos bandos criminosas e paramilitares e os políticos da oposição.
Todos focados no mesmo objetivo: desalojar o chavismo do poder por
qualquer meio.
4 - A guerra não convencional: "senso comum" e antipolítica "constitucional"
Com as
novas guerras, as conspirações, os complôs obscuros das potências
mundiais, acontece a mesma coisa que com uma bactéria: pode-se acreditar
que não existem porque não se "vêm" e no entanto, fazem o seu trabalho e
seus efeitos vêem-se. O ceticismo é também um produto dessa indústria.
As
guerras atuais ultrapassam todo o modelo conceptual que as define como
tais agravando-se em aspectos que convencionalmente podiam ser
considerados como "'não militares" atacando todos os ciclos de atividade
da sociedade venezuelana desde a paralisia da economia à criação de uma
neurose mediática, a instalação permanente da fobia e da rejeição do
que é político e da política, ao profundo esgotamento da vida quotidiana
impondo filas para comprar alimentos e medicamentos. Tudo isto define
perfeitamente um ciclo de desestabilização e ensaio de novos métodos
para destruir do exterior um país.
A
guerra não convencional que ocorre contra a Venezuela tem por objetivo
principal o psicológico, o físico, o económico e o bem-estar, por isso
eles realizam multiplas ações de sabotagem de serviços básicos e
fundamentais (sistema elétrico e água), além da paramilitarização do
submundo. Tudo isto instalado pela força com a promoção em paralelo
pelos media.
Moisés
Naím intitula um de seus artigos escritos no El Nacional em 15 de maio
de 2016: «Venezuela: como viver num estado que falhou? '
O
Decreto de Obama e a proposta da lei de Amnistia e Reconciliação
Nacional da oposição na Assembleia Nacional projetam a mesma narrativa
sob diferentes ângulos usando as ONGs como fontes "de informação"
habitual que, através de múltiplas manipulações, confirmam a imagem da
Venezuela como uma nova Sérvia, nova Somália, novo Afeganistão, novo
Iraque, nova Líbia, nova Síria.
O
Decreto de Obama coroa a versão do ocidente que dá o seu aval à versão
de Estado pária-totalitário que fracassou enquanto a lei de amnistia
pretende negar e anular os crimes políticos, as responsabilidades
históricas do passado começando pelo ciclo da insurreição de 12 de
fevereiro de 2014, que é precisamente o ponto de partida do Decreto de
Obama.
Num
despacho interno CIA de 1967, assinala-se a necessidade de qualificar
como "teóricos da conspiração", para os desacreditar, os que denunciem
um certo número de factos que na verdade, mais se aproximam da
realidade.
Neste
ponto, se se nega tudo sem conceder um mínimo de possibilidades, tal
obedece a três razões: ou é cegueira que produz o dogma político e
ideológico ou se participa conscientemente no processo de
desestabilização ou se é suficientemente ignorante e adormecido por
mecanismos de alienação sob todas as suas formas.
5 - Que fazer? Verdade e método contra o golpe de estado acelerado e em marcha
Após
descrever como foi configurada a maior operação geopolítica semi-secreta
da região (e provavelmente do mundo), contra a Venezuela chavista,
podemos traçar algumas conclusões que funcionarão como dicas para a
ação. A saber:
–
Risco, método e capacidade de imaginação . Os novos métodos empregados
contra países soberanos pela aplicação dos princípios da guerra
não-convencional excederam sempre os antídotos e mecanismos tradicionais
obsoletos de operações semelhantes do passado. O jornalístico, o
académico, a dogmática e o tradicional passaram diretamente da História
sem reciclagem. Há necessidade hoje de novos níveis de audácia que
tornem indecifrável o confronto com o superpoder das transnacionais. A
investigação através de fontes abertas, a sobrestimação política do que
parece sem importância, a capacidade de unir o que parece irrelevante e o
risco de designar o que em tempo de paz, alguns poderiam considerar
como teoria da conspiração constitui o primeiro passo. Porque estas
guerras são guerras que têm como alvo central a população civil e,
portanto, é tarefa de todos.
–
Recepção e resistência. Todos os factos políticos, informações, qualquer
mensagem da rua, toda realização linguística, toda realidade que se
torna citação uma vez dita provem de um emissor condicionado. Como
método eficaz, ler tudo e receber o conteúdo dos grandes media sem
nenhum intermediário para então desmontá-los de forma crítica. E como
ponto de partida crítico para o demonstrar, Mision Verdad tem quase
quatro anos de análise ininterrupta.
–
«Follow the money». A luta de classes nunca para. Unindo os pontos
comuns entre os atores políticos e do capital financeiro local e global,
desenvolvendo um mapa das relações que assinalam muito claramente os
interesses, os objetivos e alianças do poder, contra a Venezuela e no
resto do mundo.
– A
Venezuela e a geopolítica global . Premissa chave: a Síria é o mundo, a
Venezuela também o é. Que as consequências de três anos de cerco
mediático não sejam tão visíveis, não tornam menos verdadeiro o facto de
que se a Venezuela cair vós caireis também e a contra-revolução
oligárquica quase terá ganho.
–
Solidariedade real, ativa e honesta . Atos simbólicos e manifestações de
rua não valem nada se seu conteúdo não estiver absolutamente de acordo
com o que se passa na Venezuela. A primeira linha de ação de
solidariedade refere-se estritamente ao domínio da comunicação e deve
estar de acordo com o objetivo de fazer parar os reais efeitos da
narrativa única do inimigo.
– Dados
de problemas idênticos . Não é uma coincidência se este Verão, se vir
uma escalada sem precedentes na Síria, for escolhido este momento para
realizar o golpe final na Venezuela e se a Ucrânia estiver
definitivamente fragmentada. Estes são os três principais movimentos que
o labirinto do Império realizará na sua situação eleitoral inédita.
– Ideia
preconcebida. As linhas ideológicas não apenas foram alteradas, mas são
fracturadas até se tornarem um instrumento que atue contra governos
populares e democracias radicais. Desconfie-se dos discursos académicos,
como se se tratasse de Hillary Clinton.
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