Água- Cuide da Natureza
Contudo, ações humanas geram processos que em geral agravam a escassez hídrica. A desertificação é causada pelo mau uso do solo e dos recursos hídricos, que causam a perda da capacidade de retenção de água e mudanças no ecossistema. As mudanças climáticas contribuem para este processo, sobretudo em regiões semi-áridas. Secas em geral agravam o processo de desertificação, ao exercer maior pressão de consumo sobre a água superficial e subterrânea já reduzida. Escassez também decorre da tentativa de se usar mais água do que o ambiente natural tem disponível ou através da degradação da qualidade dos recursos hídricos existentes.83
As mudanças climáticas pelas quais o planeta está passando por conta doaquecimento global é um dos fatores de que menos se pode prever para definir o futuro da água potável do planeta e, consequentemente, para a segurança alimentar mundial.84
| “ | Registros observacionais e projeções climáticas fornecem evidências abundantes de que os recursos hídricos estão vulneráveis e têm o potencial de ser fortemente impactados pelas mudanças climáticas, com consequências importantes para os ecossistemas e para a humanidade | ” |
— Prefácio do sumário executivo do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC)85 .
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Dentre as prováveis mudanças apontadas pelo IPCC incluem-se a diminuição da precipitação e aumento da temperatura em baixas e médias latitudes. As chuvas tendem a ser mais concentradas e a ocorrência de secas pode se tornar mais frequente. Já observa-se, ainda, a diminuição da cobertura de neve e a redução significativa da massa de gelo em geleiras e glaciares por todo o mundo.86
Define-se como escassez hídrica em uma dada região a condição em que a disponibilidade hídrica é menor que 1000 m³ nota 1 por pessoa por ano. Valores menores que 2000 m³ nota 1 por pessoa por ano indicam que a região já atingiu a condição de estresse hídrico, em que a falta de água é iminente num evento de seca.87 A disponibilidade de água é determinada por fatores climáticos e também pela quantidade de habitantes. Dentre as regiões que enfrentam a maior escassez de água no mundo destacam-se o Norte da África, Oriente Média, Sul da Ásia e norte da China.88 O problema da falta de água não permite a produção de alimentos necessária e muito menos permite o desenvolvimento socioeconômico de uma determinada região, perpetuando a fome e a pobreza. A pouca água que resta geralmente é de má qualidade, trazendo problemas de saúde para a população.89
A população mundial já chega a sete bilhões e estima-se que até 2050 atinja nove bilhões de pessoas. É evidente que, mantendo-se os padrões atuais de uso da água, não será possível manter a produção de alimentos que atenda a todos, em vista dos problemas que já surgem oriundos do uso exacerbado dos recursos hídricos agravados pelas mudanças climáticas. Uma saída promissora é a pesquisa que vise aumentar a produtividade sem aumentar a área cultivada e aplicar o uso racional da água para a irrigação.90 Reflexos de que uma mudança se faz necessária já surgiram na crise de alimentos de 2007-2008, que levou á alta dos preços e prejudicou, sobretudo, a população que já vivia em condição de pobreza. Surge ainda a competição imposta pela produção de biocombustíveis, que exige igualmente irrigação e utilização de terras aráveis.91
fonte;wikipédia
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